Bamboleio-me suavemente pelo mundo Por entre os meus caracóis castanhos E num momento sou tudo E atraio os olhares de estranhos
Continuo a vaguear, caminho e caminho Tudo me parece um sonho Nada existe, nada sinto, nada!
Tal e qual deusa, sou idolatrada, mas não amada Tal e qual deusa, me vêm como inatingivel e forte Mas sou dona da minha vida e não da sorte Teci uma teia que me condenou a caminhar O mundo amar, o mundo sonhar Mas mais nada sentir E ver tudo partir...
A cada dia reina um sorriso em mim Mas a noite, chega no fim E me mostra a crua verdade Vivendo assim com saudade da saudade Com lágrimas sem razão Com a razão e sem coração
No dia seguinte sou deusa outravez Ignoranto a minha pequenez E sorrio e danço com o vento Descanso deste insano sofrimento...